Quando falamos de pobreza, pensamos em apoios sociais. Quando falamos de crianças, pensamos em abonos. Quando falamos de desigualdade, pensamos em redistribuição de rendimento.
E faz sentido.
Mas, e se tentássemos mais alguma coisa (e diferente, já agora)?
Imaginemos que, no dia em que nasce uma criança numa família pobre, o Estado abre uma conta em seu nome.
Não para os pais nem para gastar agora. Não é um abono de família mas antes uma conta que acompanha a sua vida até aos 18 anos.
Imaginemos que o Estado coloca nessa conta 75 euros por mês. O dinheiro é investido e fica lá, a crescer, até à maioridade.
Não parece uma fortuna mas, ao fim de 18 anos, mesmo assumindo uma rentabilidade média de apenas 1%, aquela criança teria agora cerca de 17.700 euros.
Vendo assim, mudamos a perspectiva.
Aos 18 anos, essa pessoa poderia ter dinheiro para estudar, mudar de cidade, iniciar um negócio ou simplesmente ter uma almofada que muitas pessoas dão como adquirida quando crescem numa família com alguma capacidade financeira.
Não se trata de tornar alguém rico.
Trata-se de não começar do zero.

Sem comentários:
Enviar um comentário