quarta-feira, 26 de julho de 2023

Comunidade, igualdade e justiça

 

Numa comunidade todos contribuem para o bem comum, ou seja, cada um contribui para que ou outros fiquem melhor e para que todos tenham uma qualidade de vida mínima assegurada.

A pior coisa que pode acontecer a uma comunidade é a falta de confiança nos outros membros da comunidade e nas instituições que a governam ou lhe dão suporte. Essa é a grande responsabilidade de quem governa ou está à frente de uma instituição pública: assegurar que a mesma cumpre o seu propósito e, principalmente, que a comunidade não perde a confiança nela. Ao perder a confiança, nasce em alguns o sentimento de que não se faz parte dessa comunidade e, nesse caso, valerá a pena continuar a contribuir para ela? Questões como corrupção e laxismo corroem a confiança de muitos e os que ficam para trás raramente conseguem regressar.

A continuar…

sexta-feira, 14 de julho de 2023

Guerras

A guerra continua. Há lutas na rua e lutas pelo poder acima. A ordem não é, certamente, esta. A classificação entre bons e maus é uma tentação fácil mas esta é também uma guerra (como muitas vezes ao longo da história) por um modo de vida. Entre um em que podemos fazer escolhas e outro em que muitas delas estão vedadas ou têm consequências inaceitáveis.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Educação?

Decorrem, já há bastante tempo, manifestações dos professores. Contra as condições de trabalho, concursos e progressão na carreira, principalmente.

Não tenho nenhuma solução mágica mas acredito que a gestão de concursos e de carreiras estar mais centralizada nas escolas traria vários benefícios.

Mas há um ponto, para mim, mais importante que este – a escola e os professores. Temas como sustentabilidade, igualdade de género, saúde, digitalização, erradicação da pobreza, integração e cooperação dificilmente poderão evoluir de forma significativa sem uma participação ativa das escolas e dos professores. Assim, estes serão protagonistas de uma mudança que está e vai continuar a acontecer e terão de ser um dos braços de uma estratégia para não deixar ninguém para trás. Isto por si só seria um desafio suficientemente estimulante para muitas pessoas. E, no entanto, cada vez menos pessoas se candidatam para ser professor.

Volto ao início. Não tenho solução mágica mas acredito que centrar a profissão naquilo para que está pensada (e não em incontáveis tarefas administrativas), reconhecimento, remuneração que permita não ter de pensar em fontes de rendimento adicionais (permitindo mais tempo pessoal) e maior participação na definição dos percursos educativos locais serão decisivos para que mais pessoas queiram abraçar esta profissão.

A alternativa é termos menos professores e, cada vez mais, maior proporção daqueles que o são como segunda opção.