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quinta-feira, 13 de julho de 2023

Educação?

Decorrem, já há bastante tempo, manifestações dos professores. Contra as condições de trabalho, concursos e progressão na carreira, principalmente.

Não tenho nenhuma solução mágica mas acredito que a gestão de concursos e de carreiras estar mais centralizada nas escolas traria vários benefícios.

Mas há um ponto, para mim, mais importante que este – a escola e os professores. Temas como sustentabilidade, igualdade de género, saúde, digitalização, erradicação da pobreza, integração e cooperação dificilmente poderão evoluir de forma significativa sem uma participação ativa das escolas e dos professores. Assim, estes serão protagonistas de uma mudança que está e vai continuar a acontecer e terão de ser um dos braços de uma estratégia para não deixar ninguém para trás. Isto por si só seria um desafio suficientemente estimulante para muitas pessoas. E, no entanto, cada vez menos pessoas se candidatam para ser professor.

Volto ao início. Não tenho solução mágica mas acredito que centrar a profissão naquilo para que está pensada (e não em incontáveis tarefas administrativas), reconhecimento, remuneração que permita não ter de pensar em fontes de rendimento adicionais (permitindo mais tempo pessoal) e maior participação na definição dos percursos educativos locais serão decisivos para que mais pessoas queiram abraçar esta profissão.

A alternativa é termos menos professores e, cada vez mais, maior proporção daqueles que o são como segunda opção.

terça-feira, 27 de junho de 2023

Ainda sobre rankings

 Acho que a discussão sobre os rankings das escolas é muito conveniente para quem devia geri-las. Adicionalmente ao que escrevi no post "Sobre rankings", ao ouvir o governo justificar-se com o facto de que há seleção de alunos, etc., etc., ocorre-me o seguinte exercício: vamos imaginar por instantes que não existia ensino privado. Quais seriam os planos para o desenvolvimento e melhoria do ensino e das escolas?

domingo, 30 de maio de 2021

Sobre rankings

Havendo discussão farta acerca do ranking das escolas, ocorreu-me procurar o significado da palavra ranking. Consultando o dicionário, saiu-me isto:

Lista ordenada segundo determinados critérios ou parâmetros. = HIERARQUIA


"ranking", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/ranking [consultado em 30-05-2021].

Segundo vemos nas notícias, o ranking é baseado na média obtidas nos exames por parte dos respetivos alunos. Na prática é dizer que é o ranking das escolas em que os alunos tiveram melhores notas (melhores alunos?). Não me parece uma extrapolação exagerada dizer que é o ranking das escolas onde estão os melhores alunos (baseado no critário "melhores notas").

Não discutindo os fatores que levam a que estes alunos tenham melhores notas (recrutamento de alunos, excelência do ensino, etc.), há uma conclusão que este ranking me permite retirar e não é que as escolas privadas são melhores que as públicas.

Se os melhores alunos estão concentrados num segmento de escolas, significa que os piores alunos estão concentrados noutro qualquer segmento. Isto é, na prática, segregação. É também aumentar as diferenças de oportunidades que os alunos terão ao longo da vida. 
O papel da escolas devia ser o oposto. As políticas deviam ter como propósito contribuir para a redução das diferenças.

Mas, lendo notícias sobre rankings, a redução destas diferenças deve ser o único tema que não foi assunto.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Estratégia do costume?

No primeiro de ano um governo, exames mais difíceis, baixam as médias e estava tudo mal. Depois, vai-se facilitando e estamos a ter resultados e tal... onde é que já vimos isto?

sábado, 26 de novembro de 2011

Nem é que ache mal, mas...

o ensino é e deveria ser sempre uma aposta. É através dele que poderemos vir a ter melhores cidadãos no futuro, capazes de criar riqueza. Se as universidades têm de recorrer a isto, é porque estamos mesmo perto do fundo. Haver donativos não é mau, estar a contar com eles para manter as coisas a funcionar, sim, é muito mau sinal.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011