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Vacinas. Ou falta delas

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Lendo as notícias, houve um surto de sarampo na Pensilvânia, havendo já alguns mortos. O surto ocorreu numa zona onde a taxa de vacinação é muito baixa e a ocorrência foi, em grande maioria, em pessoas não vacinadas. Em setembro, menos de 1% dos casos identificados tinham ocorrido em pessoas adequadamente vacinadas. Todos sabemos que correlação não significa causa mas deixo abaixo um gráfico que mostra a evolução da vacinação e da mortalidade por sarampo. Mas ainda há quem insista.

Cortar o cabelo

Cortar o cabelo sempre foi uma coisa simples. Chegamos, cumprimentamos, sentamo-nos e a conversa começa a fluir. O António é o barbeiro que se adapta naturalmente ao cliente. Futebol, políticos todos iguais, preço dos combustíveis, e muitos outros, são tudo temas em que nunca lhe falta conteúdo, consoante a contraparte. Corto aqui o cabelo há mais de 40 anos e sempre assim foi, com a águia embalsamada a observar os cortes. Deixou de haver calendários sugestivos; passou a haver um papagaio que atira piropos a quem passa. Aqui há tempos, teve uns problemas de saúde e esteve, naturalmente, sem trabalhar. Lá tive de me dirigir a um local de corte alternativo, num centro comercial próximo. — Então, como é que vai ser? — perguntam-me. — Como é que vai ser o quê? — pergunto de volta. — Como é que quer o corte? Que pergunta. Sei lá como é que quero o corte! Nunca o António me perguntou tal coisa. Sento-me e ele corta enquanto falamos. Simples. Da única vez que sugeri que queria cortar mais cur...

A liberdade da IA

Vale a pena ler isto . Foi "roubado" do duas-ou-tres.blogspot.com/ , onde é sempre possível ter uns agradáveis momentos de leitura.

Porque gosto do Fernando Mamede

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Gosto do Fernando Mamede. Foi um grande atleta. Foi recordista nacional dos 800 aos 10.000 metros. Ganhou dezenas de títulos individuais e por equipas no corta-mato, correu por Portugal em inúmeras competições e, em 1984, estabeleceu o recorde mundial dos 10.000 metros. Durante cinco anos, ninguém no mundo correu a distância mais depressa. Mas, há dias, ouvia alguém falar dele lembrando apenas a corrida que não ganhou.  Chegou a criar-se uma expressão para isso: a “síndrome de Fernando Mamede”. É curiosa esta necessidade de transformar um atleta extraordinário num exemplo de fracasso. Especialmente curioso num país em que a cultura e os méritos desportivos são dos piores da Europa. Para colocar as coisas em perspectiva, passaram mais de 40 anos e o tempo que Mamede estabeleceu em 1984 continua a ser a segunda melhor marca portuguesa de sempre nos 10.000 metros — por pouco mais de um segundo. Não ganhou tudo e falhou em momentos importantes. Mas foi um dos melhores atlet...

Ler tanto e tão pouco

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Atrevo-me a dizer que nunca se leu tanto como hoje. Entre mensagens de Whatsapp e conteúdos nas redes sociais, serão aos milhares o número de palavras diárias que absorvemos. Serão milhares de palavras lidas diariamente mas, maioritariamente, de conteúdo pobre, com cortes estranhos e nexo duvidoso. Agora ainda temos uma intelegência adicional que explica e faz companhia. E ainda não percebemos que a maior ajuda que podemos dar aos nossos filhos é mostrar-lhes como esta inteligência os pode ajudar a ser e fazer melhor e não a arranjarem forma de a porem a fazer quase tudo em vez deles. O perigo da IA será ainda maior para os que leram pouco e pensam pouco e mal.

Causa Nossa: Este País não tem emenda (37): Grau zero de civismo

Não gosto, por princípio, do sistema de denúncias mas confesso que em alguns casos quase que apetece, O que se vê no post abaixo do blog Causa Nossa está generalizado pelo país fora. Causa Nossa: Este País não tem emenda (37): Grau zero de civismo Realmente é preciso mais do que uma disciplina de educação cívica para mudar estas e muitas outras coisas afins. 

Processos de leitura

 Parece que um senhor mesmo esperto vai enviar emails a todos os funcionários públicos dos EUA para que estes respondam a explicar o que fazem ou o que fizeram nos últimos dias. Do que vi, são aproximadamente, 3 milhões. Para além da idiotice da ideia, ocorreu-me outra (idiotice, talvez). Assumindo que uma boa parte responde quem é que vai ler esses emails todos? Vão contratar novos funcionários para isso?