O pai era uma pessoa boa. Conseguia conceber um mundo melhor e agir em função dessa ideia. Acreditava que as nossas ações podem mudar o mundo e torná-lo melhor. E fazia-o, nas diferentes facetas da sua vida. Aplicava com naturalidade todo o conhecimento que tinha às pequenas situações da vida e tinha uma disponibilidade grande para aprender e ajudar os outros a fazê-lo. Tinha visão, e usava-a principalmente para os outros. Percebia que o conhecimento é indispensável e que as diferenças no acesso ao mesmo são também uma forma de discriminação. Do que me lembro, desde pequeno, ficou-me sempre a ideia de empurrar e desafiar aqueles com que trabalhava a tentarem mais e melhor. Sem ter pensado nisso até agora, e estando numa área e num ambiente de trabalho tão diferentes das do pai, é mesmo algo mesmo bom de se fazer e uma forma natural de contribuir para que o sítio em que trabalhamos seja um (como se diz por aí) “great place to work”. Acho que, às vezes, ficava desiludido porque ...