Proponho uma nova reforma na educação: uma reforma de atitudes e de valores. Exigir aos professores que, em vez de tecer comentários sobre familiares da Ministra e os locais que a mesma deverá visitar, ensinem pelo exemplo valores como o respeito e a responsabilidade; que a liberdade implica responsabilidade e não apenas o direito à indignação; que meditem sobre qual será o objecto central da “educação”. Com tudo isto, nem seria preciso uma disciplina de educação cívica. Formar cidadãos é uma obrigação de qualquer escola seja nas salas de aula, nos intervalos, na cantina ou na biblioteca. Ah, é verdade! Na rua, a manifestar (e não incluo aqui o berreiro e a gritaria) também é possível educar. Correcção! Afinal não é uma reforma na educação, é uma reforma no ensino.