Vamos imaginar que o programa abrangeria 10.000
crianças por ano.
No primeiro ano, custaria 9 milhões de euros.
No segundo, 18 milhões. E assim sucessivamente, até que, ao fim de 18 anos, o
Estado estaria a gastar cerca de 162 milhões de euros por ano para manter o
sistema.
É muito dinheiro? Vendo assim, sem termo de comparação, é. Mas colocado noutra escala, representa cerca de 0,12% da despesa pública.
Não sei se 75 euros seriam o valor certo, se
deveriam ser 10.000 crianças e nem sequer qual seria a melhor forma de definir
quem teria direito.
E não pretendo que seja uma solução mágica
para resolver o problema da pobreza.
Mas a questão não é essa. A questão é que é possível pensar em alternativas.
Em vez de responder apenas a um problema que já existe, é possível tentar antecipar um problema futuro. Em vez de esperar pelos 18 anos para perguntar o que podemos fazer por aquela pessoa, é possível agir no dia em que nasce.
Talvez não seja a solução. Mas é uma
possibilidade.





