Paul Dirac é um dos nomes mais notáveis da Física, embora sempre se tenha esforçado por manter uma grande discrição. De facto, a muitas expressões deduzidas por si, atribuiu os nomes de outros grandes nomes cujo trabalho o havia inspirado. Entre eles, Heisenberg, Einstein, entre outros.
Sobre Dirac, disse uma vez Pauli: "If I understand Dirac correctly, his meaning is this: there is no God, and Dirac is his Prophet".
Ficaram famosos alguns comentários que fez em algumas ocasiões.
À conversa com Niels Bohr em que este lhe dizia ter muitas dificuldades para terminar uma frase num artigo que estava a escrever respondeu: "I was taught at school never to start a sentence without knowing the end of it."
Ao participar numa conferência na URSS sobre física, limitou-se a levantar e a escrever no quadro: "Physical laws should have mathematical beauty and simplicity".
Esta útlima agrada-me particularmente e Dirac comprovou-a ao escrever a sua teoria geral da relatividade em apenas 68 páginas.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2005
quarta-feira, 28 de setembro de 2005
Um novo universo
Faz hoje 100 anos que foi publicada a "Teoria da relatividade restrita" de Einstein.
Um grande marco na história pois até aí a percepção de Universo era ainda a de Newton (séc. XVII !!!).
Em resumo, a teoria da relatividade restrita afirma duas coisas:
- A natureza do Universo não varia, para um observador, se o seu estado de movimento for alterado.
- A velocidade da luz é a mesma para qualquer observador (a qualquer velocidade) e é independente da velocidade da fonte que a emite. Para além disso, a luz não precisa de nenhum "meio" para se propagar.
Se a 1ª afirmação é bastante óbvia, a 2ª levou a algumas conclusões inesperadas na altura:
- o tempo que decorre entre dois eventos não é o mesmo para dois observadores com velocidades relativas entre si.
- as dimensões de um objecto medida num referencial não serão as mesmas para um observador com velocidade relativa em relação ao primeiro.
- eventos simultâneos num referencial não serão simultâneos num referencial com velocidade relativa em relação ao primeiro.
Sem dúvida, uma data a lembrar!
Um grande marco na história pois até aí a percepção de Universo era ainda a de Newton (séc. XVII !!!).
Em resumo, a teoria da relatividade restrita afirma duas coisas:
- A natureza do Universo não varia, para um observador, se o seu estado de movimento for alterado.
- A velocidade da luz é a mesma para qualquer observador (a qualquer velocidade) e é independente da velocidade da fonte que a emite. Para além disso, a luz não precisa de nenhum "meio" para se propagar.
Se a 1ª afirmação é bastante óbvia, a 2ª levou a algumas conclusões inesperadas na altura:
- o tempo que decorre entre dois eventos não é o mesmo para dois observadores com velocidades relativas entre si.
- as dimensões de um objecto medida num referencial não serão as mesmas para um observador com velocidade relativa em relação ao primeiro.
- eventos simultâneos num referencial não serão simultâneos num referencial com velocidade relativa em relação ao primeiro.
Sem dúvida, uma data a lembrar!
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