Gosto mais de agir do que reagir. Agir implica um pensamento sobre a ação por oposição ao impulso da reação. O tempo corre cada vez mais depressa, a velocidade com que informação e tudo corre é imensa e somos olhados de lado se decidimos para para pensar - estás a perder tempo a ler ou a fazer o quê? - ou concentrar e focar em algo.
Olho para os meus filhos e fico impressionado com a capacidade que têm de absorver informação e novos conceitos. É quase impossível pedir-lhes para pararem e estarem apenas a observar ou pensar. Era uma coisa boa para se aprender nas escolas - a concentração. É uma capacidade em extinção que se vai tornar num talento.
Pego no tema da pandemia. É fácil falar depois ou enquanto as coisas acontecem. Mas não há ninguém nos ministérios que durante os últimos meses tenha estado a pensar, a analisar, a fazer cenários? Há algum plano, por exemplo, para quando e em que condições poderá haver um desconfinamento? Fazer cenários, baseados em boa informação é um trabalho muito frutuoso e que permite antecipar muitos problemas, definindo planos e medidas para determinadas condições.
Ontem anunciou-se testagem massiva nas escolas. Hoje é anunciado o fecho das escolas. Alguém pensou sobre isto ou estamos mesmo só a reagir?