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Não há círculos perfeitos

Nesta época que atravessamos, reduziram-se as emissões poluentes. Em nível suficiente para reverter efeitos como o aquecimento global? Dificilmente. Aumentou em muito o consumo de materiais plásticos e não recicláveis, o que poderá compensar o efeito acima no médio prazo. Naturalmente. A economia pode ser digital mas as necessidades são ainda muito físicas e têm de ser transportadas de alguma forma. Penso que parte da solução passa mais por reaproveitar e reutilizar o que temos. É um passo importante a dar antes da reciclagem. Há algum tempo, tentavam vender-me umas embalagens recicláveis com o argumento de que as atuais que eu tenho não o são. Respondi que quando as atuais que tenho deixarem de servir o faria. A resposta foi tão básica quanto inconsciente: "mas assim estás a contribuir para poluir mais". Não! Estou a contribuir para poluir menos! Se continuar a utilizar as minhas embalagens não recicláveis por muitos e longos anos não precisarei de as substituir e nã...

Há esperança

Em 2019, na União Europeia, as emissões de CO2 cairam 4,3% e 8,7% em Portugal. Isto num ano em que houve crescimento económico. A conjugação destes 2 dados não é irrelevante.  É claro que a redução de emissões é decisiva no impacto que o aquecimento global tem na sociedade. Uma das correntes é que temos de produzir menos e criar menos riqueza, habituando-nos a viver com menos e poluindo menos também, como consequência. É tentador pensar que sim mas pergunto-me se menos riqueza leverá a uma melhor distribuição dessa mesma riqueza. Estou convencido que não. E assim, teríamos um mundo eventualmente menos poluído mas (ainda) menos justo. Não. Temos é de sonhar e ambicionar fazer mais e melhor, e de forma mais consciente, criando soluções mais justas.  Acredito que é possível uma grande mudança, mesmo com esta envergadura. E para uma grande mudança acontecer, tem de começar por haver esperança. Voltarei ao tema.

Pólos

Mais uma vez fomos informados ontem ao almoço no "Jornal da Tarde" que, devido ao aquecimento global, corremos o risco de ficar sem pólo norte!!! Mas ninguém explica a estes personagens que o pólo norte é um ponto independentemente de lá estar gelo, árvores ou baldes de areia?

Rigor na fala

Enquanto ouvia distraidamente as notícias, a locutora disse, a certa altura, esta coisa fantástica: "o pólo norte poderá desaparecer dentro de alguns anos". Durante meio segundo fiquei em pânico...como é que isto sucederá? Será que o primeiro post deste blog afinal poderá ganhar um novo sentido? Que novas leis da física aí virão? Decidi olhar...afinal é o gelo do Árctico que está a derreter!